Ultimamente , uma das conversas que tem vindo a baila no grupo de fraternos onde estou inserido tem sido a questão qual o nosso papel como agentes de protecçao civil.
se ao inicio a questao poderá parecer muito facil, pois para o CNE esta muito bem defenido na Diretiva Operacional Nacional nº 2 – DECIF de 2013, eis que para a FNA, nada consta na mesma DON.
transcrevendo o que vem entao na DON:
"Intervém e atua nos domínios do apoio logístico, assistência sanitária e social, de acordo com as suas próprias disponibilidades.
No cumprimento das missões de apoio e assistência, articula-se a nível Nacional com o CNOS, a nível Distrital com o CDOS e local com o COS.
Disponibiliza, a pedido, e sempre que a situação o justifique, um Oficial de Ligação para integrar cada um dos CCOD onde detém estruturas permanentes e participam nos briefings relevantes dos CDOS.
Disponibiliza, a pedido do Presidente da ANPC, e sempre que a situação o justifique, um oficial de ligação ao CCON/CNOS."
ainda vem defenido nos departamentos regionais de protecçao civil a que tive acesso que :
"Departamento de Protecção Civil
Finalidades:
• Assumir as acções de Protecção Civil, dentro do âmbito das competências atribuídas ao CNE ao nível Regional;
Objectivos:
• Prevenir a ocorrência de riscos colectivos resultantes de acidente grave, de catástrofe ou de calamidade;
• Atenuar os riscos colectivos e limitar os seus efeitos, no caso das ocorrências descritas;
• Socorrer e assistir as pessoas em perigo.
São objectivos da Política do CNE:
• Dotar a Região de capacidade organizativa e de resposta de emergência nas diversas situações de Protecção Civil, aos vários níveis, Agrupamento e Região;
• Promover as acções e condições indispensáveis à execução da política de Protecção Civil, de forma descentralizada, sem prejuízo do apoio mútuo entre organismos e entidades; Corpo Nacional de Escutas (CNE)
(a) Intervém e actua nos domínios do apoio logístico, assistência sanitária e social, de acordo com as suas próprias disponibilidades.
(b) Reforça as equipas móveis de saúde para apoio avançado às acções de socorro;
(c) Apoia os postos de triagem e de socorros e hospitais de campanha;
(d) Apoia no alojamento temporário e distribuição de alimentos;
(e) Faz a gestão de campos de desalojados;
(f) Colabora no Alojamento temporário e distribuição de alimentação, comunicações rádio, isolamento de áreas, movimentação de populações, triagem de sinistrados, postos de socorro e hospitais de campanha, apoio náutico, nas acções de sensibilização das populações e de busca de desaparecidos.
(g) Disponibiliza um Delegado para integrar o CCOD dos Postos de Comando Operacionais Conjuntos Distritais (PCOCD);
(h) Disponibiliza um Elemento de Ligação para o Estado-Maior Técnico do Posto de Comando Nacional Avançado (PCNAV);
(i) Disponibiliza, a pedido, um Delegado para integrar o CCON"
Mas eis entao que a minha questao se coloca:
Em quantos Teatros de Operaçoes ( assim se denominam as ocorrencias) nos ja vimos escuteiros a actuar?
que eu tenha visto sao muito poucos, o Unico que me vem a cabeça é na zona de Leiria que realmente funciona e ate tem uma Roulote que funciona como posto de comando e tem o logotipo do nucleo de portecçao civil do CNE.
porém voltando a realidade eis algo que me preocupa, quantos Agrupamentos, Juntas Regionais, ou Nucleos ja pediram reunioes as Autoridades responsaveis da protecçao civil da sua area, e nunca foram ouvidos, ou continuam a espera que lhes seja dada essa oportunidade.
ha uns tempo atras quando do incendio em Tondela-Viseu , partilhei um link que dizia isto :"Os Agrupamentos CNE da Região de Viseu, sob coordenação do DRPCS tem estado no terreno. O DNPCS tem acompanhado a intervenção, estando aponderar, com a JR de Viseu a necessidade de apoio de Regiões Escutistas limítrofes."
é claro devido a minha formaçao, POis sou Graduado de um corpo de Bombeiros, Sou tripulante de ambulancia de socorro, e com variadissimos cursos no que toca a Bombeiral, disponibilizei-me de imediato para caso fosse preciso avançar de armas e bagagens para o que fosse preciso.
felzmente nao foi necessario a ajuda de mais ninguem, mas e se fosse? a realidade é que muitos dirigentes e fraternos nao tem conhecimento algum de protecçao civil, nem qual o enquadramento legal do mesmo.
se me preocupa? claro que me preocupa, pois poderiamos ajudar mais e fazer mais se soubessemos como e o que fazer.
nao ponho e causa que se estaja a trabalhar, para que iso va em frente, ponho em causa que apesar de os escuteiros serem um elemento da Protecçao civil, nao sejam olhados como tal entre os seu pares,
ja repararam na ajuda que podiamos dar, quase praticamente a custo zero?
quantos de nos nao tem licenciaturas na area da saude?, ou mesmo a força de vontade para ajudar a montagem de Zonas e concentraçao e reserva, aonde sao servidas as alimentaçoes, os banhos, aonde aqueles que combatem o fogo descansam?
se temos capacidade para isso? claro que temos, se calhar falta um empurraozinho para que tal aconteça
mostremos do que somos capazes e que somos elementos da protecçao civil tal como todos os outros
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